Operação policial contra o CV no RJ, que deixou pelo menos 121 mortos, usou o ‘Muro do Bope’; entenda

Imagens de dezenas de mortos no meio da rua ganharam as manchetes dos maiores jornais do mundo.

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Após dois meses de planejamento estratégico, uma megaoperação conjunta das forças de segurança do Rio de Janeiro foi executada na última terça-feira nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital.

Com o envolvimento de cerca de 2.500 agentes e uso intensivo de informações de inteligência, a ação teve como um de seus principais diferenciais a tática conhecida como “Muro do Bope”, empregada para conter a movimentação de traficantes e evitar confrontos em áreas residenciais.

A operação consistiu em um cerco gradual: enquanto batalhões da Polícia Militar avançavam pelas entradas das comunidades, empurrando os suspeitos para a área de mata conhecida como rota de fuga, tropas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) já estavam posicionadas na parte mais alta da Serra da Misericórdia.

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O objetivo, segundo os comandos das polícias Civil e Militar, era deslocar o conflito para uma região menos habitada, buscando preservar os moradores locais. O resultado da ofensiva foi considerado o maior impacto já imposto ao Comando Vermelho em sua história, desde sua fundação na década de 1970.

As forças de segurança contabilizaram 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro agentes públicos, além de 113 pessoas presas e 118 armas apreendidas.  De acordo com o secretário de Polícia Civil, a ação também resultou em perdas significativas para a organização criminosa, incluindo drogas, armamentos e lideranças.

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As autoridades afirmam que a alta letalidade da operação era um risco calculado. O secretário de Segurança Pública afirmou que todos os mortos, à exceção dos policiais, estavam ligados ao tráfico.

Segundo ele, a escolha de transferir os confrontos para a mata visava reduzir a exposição de civis, e as vítimas fatais usavam roupas e equipamentos típicos do grupo criminoso. Vídeos captados por câmeras corporais de agentes feridos foram apresentados como parte do relato oficial da operação.

Com a escalada da violência em áreas dominadas por facções, o governo estadual reforça a estratégia de intensificar ações de inteligência e mobilizar grandes contingentes para minar o poder bélico e logístico desses grupos.

A operação reacende o debate sobre segurança pública, uso da força e o limite entre ação preventiva e enfrentamento armado. Não há informações sobre velorios e sepultamentos das vítimas da ação.

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Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.