Em 2016, o menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves foi encontrado morto, aos 12 anos de idade, no seu próprio quarto, na casa onde morava com a família. A polícia foi acionada e o caso passou a ser investigado.
Andrei foi encontrado com uma perfuração de arma de fogo, na testa. A polícia inicialmente investigou o caso como suicídio e logo encerrou o inquérito, concluindo que o menino havia tirado a própria vida com um tiro acidental.
No entanto, a conclusão da polícia nunca foi aceita pela família. A mãe de Andrei, Catia Goulart, sempre questionou a atuação da polícia e, após pressão sobre o Ministério Público, foi determinada a reabertura do inquérito.
Durante as investigações, conduzida pelo MP, chegou-se até o policial militar da reserva Jeverson Olmiro Lopes Goulart, que também era tio de Andrei. Jeverson foi logo acusado de ter abusado do próprio sobrinho e depois tirado sua vida.
Em depoimento, Jeverson confirmou que estava hospedado na casa da irmã, Cátia, á cerca de um mês para visitar a família. Ele alegou que dormia quando ouviu o barulho do disparo e, ao correr para o quarto do menino, o encontrou ensanguentado.
A mãe do menino suspeitou da tese de suicídio desde o começo e passou a suspeitar do irmão também. A denúncia contra Jeverson foi aceita em 2020 e, para o Ministério Público, o homicídio foi cometido para tentar esconder o crime de abuso sexual que a vítima havia sofrido.
Agora, 12 anos depois do crime, a Justiça enfim foi feita pela família. Jeverson foi condenado a 46 anos de prisão, em júri. A defesa do ex-PM afirmou que respeita a decisão, mas que vai recorrer. A família do menino ainda não se manifestou sobre a decisão.
