A recente sanção imposta pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes gerou uma onda de repercussões que ultrapassou o campo diplomático, alcançando diretamente os bastidores da política brasileira.
A inclusão do nome de Moraes na lista de penalidades da Lei Magnitsky, um dos instrumentos mais rígidos do governo norte-americano contra violações de direitos humanos, colocou o Brasil sob os holofotes internacionais e provocou fortes reações, especialmente entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os primeiros a comentar publicamente o episódio, Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, publicou um vídeo em suas redes sociais celebrando a decisão norte-americana.
No conteúdo, o parlamentar classificou a sanção como “histórica” e afirmou que Moraes esta é apenas o primeiro passo. O vídeo vem gerando repercussão por apoiadores do campo conservador, reacendendo o debate sobre a atuação do ministro do STF nos últimos anos.
Eduardo ainda fez questão de agradecer as autoridades americanas, principalmente o presidente Donald Trump e o secretário de estado Marco Rubio. Em sua publicação, Eduardo voltou a escrever sobre o processo contra o pai, Jair Bolsonaro. Veja o vídeo:
O mundo está olhando para o Brasil. Hoje, os EUA anunciaram sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, usada contra violadores de direitos humanos. É um marco histórico e um alerta: abusos de autoridade agora têm consequências globais.
Chegou a hora do… pic.twitter.com/viyUJ4gpXY
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 30, 2025
A Casa Branca, por meio do Departamento do Tesouro, justificou a decisão afirmando que Moraes teria promovido uma “campanha de censura e perseguição com motivações políticas”, algo que, segundo o comunicado oficial, fere os valores democráticos e os direitos de cidadãos norte-americanos e brasileiros.
Enquanto o Itamaraty adota postura cautelosa e diplomática, o vídeo de Eduardo marca mais um capítulo do embate ideológico que vem crescendo entre o Judiciário e setores da direita política.
A sanção, além de simbólica, evidencia um novo momento na política externa brasileira, onde os desdobramentos judiciais internos passam a ser acompanhados com atenção e consequência também no cenário global.
