O corpo da professora da rede municipal Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, foi localizado na última segunda-feira, 29 de junho de 2026, em uma represa na comunidade São Lourenço, na região rural de Castanheira (MT).
O caso é investigado formalmente pela Polícia Civil como feminicídio, uma vez que o corpo da vítima apresentava lesões aparentes em diferentes regiões, apontando para uma morte violenta.
O principal suspeito do crime é o namorado da educadora, Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, que se tornou alvo de buscas logo após os primeiros levantamentos realizados pelos investigadores.
Durante as diligências, o suspeito foi localizado por policiais da Delegacia de Juína, mas reagiu à abordagem e conseguiu fugir para uma área de mata fechada. Desde então, as equipes policiais mantêm cerco na região para tentar capturá-lo.
Em paralelo às buscas na vegetação, os investigadores estiveram na residência de Joel e apreenderam roupas, botinas e um pedaço de corda que apresentavam aparentes vestígios de sangue na região citada.
Todo o material coletado no imóvel foi encaminhado para perícia técnica, cujos laudos devem auxiliar na elucidação da dinâmica do crime. Com isso, mais detalhes deverão ser expostos em breve, conforme o andamento das investigações que seguem sendo feitas.
A morte de Adélia causou profunda comoção em Castanheira, onde ela possuía uma longa trajetória de quase 33 anos dedicados ao desenvolvimento da educação pública municipal.
Em nota oficial, a Prefeitura lamentou a perda e destacou a dedicação da servidora ao longo de sua carreira na comunidade. Como sinal de luto e homenagem à educadora, a Secretaria Municipal de Educação determinou a suspensão de todas as aulas e atividades pedagógicas da rede de ensino nesta terça-feira, 30 de junho.
