Uma trágica ocorrência policial que vinha sendo acompanhada com apreensão no interior do estado resultou no falecimento do jovem Jobson Oliveira Santos, de 27 anos de idade, na última quinta-feira, 28 de maio de 2026.
O homem não resistiu à gravidade das lesões sofridas após ter o próprio corpo queimado no município de Itapetinga, localizado na região sudoeste da Bahia. O motivo teria sido uma crise de ciúmes.
De acordo com os relatórios preliminares fornecidos pelas autoridades de segurança pública que conduzem as investigações do caso, a principal linha de suspeita aponta que a ação criminosa foi praticada por sua ex-companheira.
O crime de extrema violência contra a vida aconteceu na terça-feira da semana retrasada, dia 16 de maio, quando Jobson foi severamente atingido pelas chamas. Logo após o ataque, o rapaz recebeu os primeiros socorros de urgência e foi encaminhado em estado crítico para o Hospital Municipal de Itapetinga.
Ele apresentava queimaduras por todo o corpo, o que exigiu intensos cuidados. Em decorrência do quadro clínico altamente complexo e da necessidade de intervenção cirúrgica especializada, a equipe médica de Itapetinga autorizou a transferência do paciente para a capital do estado.
A logística de transporte de alta complexidade foi realizada por meio de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea, que conduziu Jobson diretamente até o Hospital Geral do Estado (HGE), situado em Salvador.
O HGE é reconhecido pela Secretaria da Saúde da Bahia como a principal unidade de referência e suporte para o tratamento médico de pacientes vítimas de queimaduras de média e alta gravidade no território baiano.
Apesar de todos os esforços empreendidos pela equipe multidisciplinar do centro cirúrgico e da ala de tratamento intensivo, o jovem de 27 anos acabou sucumbindo às complicações provocadas pela destruição dos tecidos internos e externos.
A morte prematura do rapaz causou profunda consternação e luto na localidade, uma vez que Jobson Oliveira Santos deixou órfãs duas filhas pequenas, com idades de dois e cinco anos de idade, que dependiam de seu amparo.
Até o fechamento dos relatórios policiais desta sexta-feira, 29 de maio, os restos mortais do jovem permaneciam retidos nas instalações da capital baiana, onde a família aguardava os trâmites burocráticos para a liberação do corpo.
O delegado responsável pelo caso informou que as equipes de investigação estão coletando depoimentos de testemunhas e reunindo provas periciais que comprovem a dinâmica do ato.
A autoridade policial detalhou que a ex-companheira da vítima, apontada como a principal suspeita, ainda não é classificada formalmente como foragida do sistema de justiça.
