O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou-se publicamente a respeito dos desdobramentos de sua comitiva oficial em Washington, realizada em conjunto com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista concedida ao portal Metrópoles neste sábado, 30 de maio de 2026, o parlamentar afirmou que novas sanções e medidas político-administrativas por parte dos EUA envolvendo o cenário institucional brasileiro ainda podem se concretizar no curto prazo.
As declarações ocorrem logo após a gestão do presidente Donald Trump classificar formalmente as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sob o status jurídico de organizações terroristas internacionais.
Durante as agendas diplomáticas e de articulação política na capital americana, os irmãos Bolsonaro integraram reuniões de alto escalão na Casa Branca e no Departamento de Estado, mantendo interlocuções diretas com o presidente Donald Trump.
Segundo o relato de Eduardo Bolsonaro, os encontros bilaterais priorizaram agendas de segurança pública, inteligência institucional e cooperação internacional voltada ao estrangulamento financeiro do crime organizado transnacional.
“E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA“, disse Eduardo, ao falar mais sobre o que pensa em relação ao encontro que aconteceu. O ex-deputado expressou um sentimento de dever cumprido em relação à designação de terrorismo aplicada às facções, atribuindo ao empenho de Flávio Bolsonaro o mérito pela defesa e avanço da pauta junto às autoridades de Washington.
Além das pautas ligadas ao combate ao narcotráfico, os bastidores das reuniões na Casa Branca envolveram pressões e debates acerca da composição do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme relatos trazidos pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, que acompanhou formalmente a comitiva dos parlamentares em solo americano, um dos tópicos discutidos com Donald Trump foi o pedido de reativação de sanções baseadas na Lei Magnitsky.
Essa legislação americana pune indivíduos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos e corrupção, direcionadas ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
De acordo com Figueiredo, a solicitação específica de aplicação da lei norte-americana partiu de uma iniciativa conjunta entre ele e Eduardo Bolsonaro, pontuando que o senador Flávio Bolsonaro optou por preservar-se e não se envolver diretamente.
Nas mesmas reuniões, a comitiva utilizou argumentos de política externa para desgastar a imagem do governo federal brasileiro perante a nova administração norte-americana.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo enfatizaram a Trump que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma postura de críticas públicas recorrentes à gestão republicana e relembraram o recente incidente diplomático de 13 de março.
Esse incidente envolveu o governo brasileiro suspendendo o visto de entrada do assessor sênior dos EUA, Darren Beattie, especialista em políticas para o Brasil que planejava realizar uma visita de cortesia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
