Pai de Rodrigo, jovem que morreu após agressão, revela quais foram as últimas palavras do filho: ‘Pai tô indo…’

Impossível não se comover com a dor dessa família.

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Vinte dias após a morte de um adolescente no Distrito Federal, a família ainda tenta compreender a dimensão da perda. O silêncio deixado por um jovem de 16 anos transformou a rotina da casa em um constante lembrete de ausência.

Objetos simples, como uma bicicleta esquecida e um cobertor dobrado no quarto, passaram a simbolizar a interrupção precoce de planos e sonhos. Casos envolvendo jovens em conflitos têm gerado debates sobre responsabilidade e consequências, especialmente quando resultam em desfechos irreversíveis.

Rodrigo Castanheira morreu depois de mais de duas semanas internado, em decorrência de agressões ocorridas em 23 de janeiro, em Vicente Pires. Segundo o pai, Ricardo Almeida Castanheira, o último contato com o filho foi por telefone, logo após o ocorrido.

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O adolescente avisou que estava ferido e a caminho de casa. Ao chegar, apresentava sinais de que precisava de atendimento médico urgente. Pouco depois, foi levado ao hospital, passou por cirurgia e permaneceu na UTI, sem voltar a se comunicar.

VÍDEO Nº 1

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A irmã, Isabella Torninn Fleury Castanheira, relatou que a família acompanhou dias de incerteza no hospital, na expectativa de uma recuperação que não aconteceu. Estudante de medicina veterinária, ela afirmou que não conseguiu retomar a rotina acadêmica e profissional.

Os pais também se afastaram do trabalho desde então. Para ela, a sensação é de que o luto ainda não pôde ser vivido plenamente, diante das informações e repercussões do caso nas redes sociais.

Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, tornou-se réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e está em prisão preventiva desde 2 de fevereiro, no Complexo da Papuda.

VÍDEO Nº 2

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O Ministério Público reclassificou a acusação, inicialmente tratada como lesão corporal gravíssima, e solicitou indenização por danos morais à família. A defesa do acusado optou por não comentar. A Polícia Civil informou que aguarda eventual pedido formal para nova análise pericial sobre a compatibilidade das lesões.

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Enquanto o processo segue na Justiça, a família pede responsabilização de todos os envolvidos e tenta encontrar meios de seguir adiante. O caso reacende discussões sobre consequências legais, responsabilidade coletiva e a necessidade de prevenção de conflitos entre jovens.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.