A dor de perder uma atleta que marcou gerações é sentida em todo o esporte nacional. Cida Guimarães, ícone do basquete feminino e bicampeã sul-americana com a Seleção Brasileira, faleceu aos 95 anos, conforme comunicado divulgado neste sábado, dia 27 de dezembro pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
A causa da morte não foi informada. A despedida de Cida ocorre na mesma semana em que o basquete também perdeu o técnico Cláudio Mortari, outro nome importante da modalidade. Cida foi uma das grandes responsáveis por abrir caminho para as mulheres no esporte em uma época de poucos incentivos e muita resistência.
Representando o Brasil, conquistou títulos continentais em 1954 e 1958, quando o basquete feminino ainda dava seus primeiros passos no cenário internacional. Sua trajetória se tornou referência para novas gerações e ajudou a consolidar a base da modalidade no país.
A CBB destacou, em nota, que Cida Guimarães foi uma das primeiras estrelas do basquete nacional “dentro e fora de quadra”. A entidade ressaltou que sua trajetória foi marcada pela superação, pela paixão pelo esporte e pela influência duradoura que deixou nas quadras e fora delas.
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Além de seu papel como atleta, Cida também foi o início de uma família dedicada ao basquete: é mãe de Cadum Guimarães, ex-jogador e técnico reconhecido no esporte, além de Eduardo, Ângela e Márcia, e irmã de Maria Helena Cardoso, outra figura importante da modalidade.
O legado de Cida Guimarães vai além das conquistas. Sua história é símbolo de determinação, resistência e amor pelo basquete, valores que continuam a inspirar atletas e fãs. O esporte brasileiro despede-se de uma mulher que transformou desafios em vitórias e deixou uma marca profunda na história da bola laranja.
