Identificada farmacêutica que morreu após ataque do ex

Atual companheiro da farmacéutica també morreu no ataque.

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Casos de violência doméstica seguem como um dos principais desafios de segurança pública no Brasil. Dados recentes apontam que milhares de mulheres recorrem anualmente às autoridades em busca de proteção após episódios de ameaça ou agressão.

Ainda assim, muitas situações evoluem rapidamente, exigindo respostas urgentes do sistema de justiça e das forças policiais. Em Botucatu, no interior paulista, uma mulher de 29 anos morreu após permanecer três dias internada em estado gravíssimo.

Júlia Gabriela Bravin Trovão estava hospitalizada desde a noite de sábado, quando foi atingida por disparos enquanto estava dentro de um carro na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde.

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A morte foi confirmada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, onde ela recebia atendimento. O sepultamento foi marcado para o fim da tarde no Cemitério Portal das Cruzes.

No mesmo episódio, o atual companheiro dela, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, também foi atingido e morreu ainda no local. No veículo estavam duas crianças: o filho de Júlia com o ex-marido e a filha do companheiro.

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Nenhuma delas foi ferida pelos disparos, embora a menina tenha sofrido escoriações leves após o carro colidir contra um poste. Segundo a polícia, após os tiros, o motorista perdeu o controle da direção, resultando na batida.

De acordo com as investigações, o suspeito, Diego Sansalone, de 38 anos, fugiu levando o próprio filho, de 8 anos. Ele foi localizado e preso no domingo, em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho, sem apresentar resistência.

A criança foi posteriormente entregue à Polícia Civil por familiares. Dias antes do ocorrido, Júlia havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medida protetiva, que não foi concedida. O caso passou a ser investigado como feminicídio após a confirmação da morte.

O episódio reacende o debate sobre a eficácia das medidas preventivas e a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção às vítimas, reforçando a importância de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

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Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.