A advogada Nathalia Freitas falou com a imprensa sobre a idosa atacada dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Teresina, no Piauí. A família cobra Justiça e desabafa sobre o crime.
A vítima é servidora pública e trabalhava no momento em que foi atacada. Ela foi agredida e violentada, depois foi deixada desacordada dentro de uma sala na delegacia, onde foi encontrada com sangramento e hematomas.
A polícia prendeu Joelmir Fagner Barros Ferraz, de 34 anos, como principal suspeito do crime. Ele confessou à polícia, mas alega que a relação sexual aconteceu de forma consensual. A polícia descartou a versão.
Em coletiva de imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, esclareceu que o suspeito apresentou comportamento suspeito e versões contraditórias aos fatos quando foi questionado.
A filha da vítima, que esta tendo a identidade preservada, revelou que foi abordada pelo suspeito quando estava na Casa da Mulher Brasileira. Ela conta que Joelmir se aproximou fazendo questões de foro íntimo sobre o estado de saúde da vítima.
“Ele chegou próximo a mim e veio fazer perguntas pessoais, se o sangramento que ela teve tinha parado e se tinham encontrado algo mais nas regiões íntimas dela. Perguntas que quem só trabalha com uma pessoa não faz”, relatou.
“A gente está arrasado, despedaçado, sem rumo. Nenhuma mulher merece passar por isso. Nenhum ser humano merece passar por isso. É monstruoso demais. Nós pedimos justiça”, declarou uma irmã da vítima. A família preferiu não contar à mãe da vítima sobre o crime.
O suspeito agora é investigado por estupro e também pode responder por tentativa de homicídio contra a vítima, conforme explicou o delegado. Em razão da extensão das lesões, a polícia investiga se houve tentativa de matar a vítima.
Ainda segundo a polícia civil, o suspeito já responde por um crime de homicídio, ocorrido em 2017. Ferraz teria participado de um linchamento contra um homem apontado como assaltante.
