A servidora agredira e violentada dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Teresina, segue internada na UTI. A idosa, de 64 anos, tem dado sinais de trauma após o ataque.
A advogada Nathalia Freitas, que representa a vítima, conversou com a imprensa e relatou que a servidora esta sendo retirada do coma induzido, mas não tem respondido bem ao processo.
Freitas conta que a idosa foi extubada e esta acordando aos poucos, mas apresenta um comportamento de grande abalo emocional, gritando por socorro e sem parecer entender totalmente a situação.
“Ela demonstra momentos de agitação, confusão mental e clama, grita por socorro. Ela pede para que as pessoas ajudem, a protejam, como se tivesse vivendo aquele momento. Grita o tempo inteiro!”, descreveu.
“Ela ainda não consegue verbalizar que lembra do acontecido. Estamos tentando transferência dela para um hospital particular”, completou. A vítima esta tendo a identidade preservada.
O delegado-geral do estado, Luccy Keiko, esclareceu que o inquérito ainda investiga uma possível tentativa de homicídio, além do crime de estupro, tendo em vista a gravidade do ataque.
O caso esta sendo investigado por uma força-tarefa que reúne esforços da delegada Nathalia Figueiredo, da Delegacia de Feminicídios, e também da delegada Bruna Verena, diretora do Departamento da Mulher, além do próprio delegado Keiko, que acompanha o caso.
A polícia identificou Joelmir Fagner Barros Ferraz, de 34 anos, como autor do ataque. Ele admitiu ter mantido relações com a vítima, mas alegou que foi um ato consensual – apesar de não ter explicado a agravada violência contra a vítima.
Joelmir estava no local por ser prestador de serviços terceirizado. Ele foi contratado em 2018 e atuou no IML, mas foi deslocado para a nova sede da delegacia geral há poucos meses.
