O cenário de devastação na Zona da Mata mineira tornou-se ainda mais sombrio nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, com a atualização do número de vítimas fatais para ao menos 23 pessoas.
A força das águas e o solo instável continuam sendo os maiores inimigos das equipes de resgate, que agora concentram esforços em Juiz de Fora, onde uma única rua registra o desaparecimento de 20 pessoas após o temporal.
Esse dado reforça a gravidade dos deslizamentos que atingiram áreas residenciais, soterrando casas e destruindo vidas em questão de segundos, enquanto o estado de calamidade pública tenta dar vazão à ajuda humanitária necessária.
Em meio ao caos das inundações em Ubá, uma cena surreal e assustadora foi registrada por moradores e ganhou as redes sociais, com muitos vídeos viralizando.
Caixões vazios, que foram arrancados de dentro de uma funerária pela violência da enxurrada, foram vistos “navegando” pela avenida Comendador Jacinto Soares de Souza Lima.
O episódio, que assustou a população local, serve como um símbolo visual da força descontrolada da natureza que atingiu a cidade, onde o Rio Ubá transbordou de forma histórica.
Embora não haja confirmação de feridos nesse incidente específico, o prejuízo material e o impacto psicológico de ver símbolos de luto à deriva em meio à lama aprofundam o sentimento de desamparo da comunidade que já contabiliza perdas humanas.
“O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que a situação é de grande perigo em regiões de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com volumes que podem ultrapassar os 100 milímetros por dia.”
Infelizmente, o alívio para os mineiros ainda parece distante. O Inmet emitiu um alerta de “grande perigo” não apenas para a Zona da Mata, mas também para o Vale do Rio Doce e as regiões Sul e Sudoeste de Minas.
A preocupação das autoridades estende-se agora aos estados vizinhos, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, que também entraram na rota de instabilidade.
Com a previsão de novos temporais e chuvas que podem superar os 100 milímetros diários, o risco de novos desabamentos e enchentes permanece crítico, exigindo que a população em áreas de encosta ou próximas a leitos de rios mantenha a vigilância.
