Um parto prematuro é uma das situações mais delicadas enfrentadas por gestantes e equipes médicas. Quando os bebês chegam ao mundo antes do tempo previsto, os riscos aumentam tanto para a mãe quanto para os recém-nascidos, exigindo atendimento especializado e acompanhamento constante.
Em Araçatuba, no interior de São Paulo, um caso que começou com uma corrida contra o relógio terminou gerando grande comoção entre familiares e profissionais da saúde. Adriane Caroline Higino Elias, de 23 anos, morreu na tarde do último sábado, dia 20 de junho, após permanecer internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Araçatuba.
A jovem enfrentava complicações decorrentes de uma intercorrência clínica registrada após o nascimento prematuro de seus filhos gêmeos. Segundo informações divulgadas pelo hospital, Adriane passou por uma cirurgia de emergência e recebeu atendimento intensivo desde sua internação.
Apesar dos esforços das equipes médicas, seu quadro permaneceu instável, evoluindo para o óbito na tarde de sábado. A situação teve início na quarta, dia 17 de junho, quando a jovem, que estava com 28 semanas de gestação, pouco menos de sete meses, entrou em trabalho de parto.
De acordo com familiares, as contrações evoluíram rapidamente e os bebês nasceram antes que ela chegasse à unidade hospitalar. Um dos gêmeos veio ao mundo na residência da família. O segundo nascimento aconteceu durante o deslocamento para o hospital, dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após os procedimentos iniciais, os recém-nascidos foram encaminhados para atendimento médico especializado. Os irmãos, chamados Ravi e Rael, precisaram aguardar vagas em uma unidade neonatal adequada.
Dias depois, ambos foram transferidos para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, onde seguem internados sob cuidados especializados. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, um dos bebês apresenta uma cardiopatia congênita complexa associada à prematuridade extrema.
Mesmo diante do quadro delicado, o estado de saúde dos dois recém-nascidos é considerado estável. A morte de Adriane gerou manifestações de solidariedade por parte da comunidade e da equipe da Santa Casa, que divulgou nota lamentando o ocorrido.
