A mãe da pequena Eduarda Cruz dos Santos, de 7 anos de idade, prestou um depoimento emocionante na saída da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em Belford Roxo, após a filha falecer ao ser baleada na cabeça em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Thaís Iolanda da Cruz revelou que a residência da família foi invadida por homens armados que arrombaram os acessos afirmando falsamente pertencer ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e à instituição policial.
De acordo com o relato da mãe, os criminosos invadiram o imóvel à procura de uma pessoa específica. Diante do perigo iminente, Thaís orientou a filha a se abrigar no interior de um closet, onde a menina tentou se proteger embaixo de algumas roupas.
A principal suspeita da mãe é que a criança tenha saído do esconderijo para observar a movimentação no cômodo, momento em que um dos invasores efetuou o disparo de arma de fogo contra ela.
A linha inicial de investigação da Polícia Civil aponta que o alvo pretendido pelos atiradores seria o pai de Eduarda, que se deslocou até a sede da DHBF no início da tarde desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, para prestar esclarecimentos oficiais.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a menina deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu durante a madrugada de segunda-feira em estado de saúde considerado gravíssimo.
A equipe médica de plantão prestou os atendimentos emergenciais necessários na unidade de pronto-socorro, porém Eduarda sofreu uma parada cardiorrespiratória ao longo da manhã e não resistiu à gravidade dos ferimentos encefálicos.
O corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da região para os exames necroscópicos de praxe. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense instaurou um inquérito policial e conduz diligências no perímetro.
