A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais para reforçar publicamente que não há qualquer debate interno ou possibilidade de revisão sobre o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A manifestação surge em um momento de intensas cobranças e repercussões nos bastidores do campo bolsonarista, que cobravam um posicionamento público mais explícito e coeso em relação ao nome do senador para a disputa majoritária.
Em publicação realizada na ferramenta stories de seu perfil, Michelle foi categórica ao afastar os rumores de distanciamento e contextualizou a situação relembrando o histórico de articulações e divergências regionais que o grupo enfrenta.
Na postagem, a ex-primeira-dama declarou que a desavença de âmbito nacional com certas alas do Partido Liberal (PL) é insuperável e cravou que o apoio a Flávio Bolsonaro não é um tema em discussão ou sob avaliação.
A manifestação de Michelle retoma e busca pacificar uma crise interna que ganhou contornos públicos no fim do ano passado, quando ela se posicionou de forma contrária às negociações conduzidas pelo deputado André Fernandes no estado do Ceará.
Naquela ocasião, o movimento político buscava viabilizar uma aproximação estratégica com o ex-ministro Ciro Gomes, articulação que acabou sendo formalmente abortada após forte resistência da ala ligada à ex-primeira-dama.
O episódio na época gerou desgaste e reações imediatas entre os filhos do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro chegou a classificar a postura de Michelle como autoritária, apontando uma suposta interferência em decisões partidárias que já haviam sido politicamente pactuadas.
Os deputados Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro também saíram em defesa da autonomia do diretório estadual cearense. Dias após o embate, contudo, Flávio recuou publicamente de suas declarações e pediu desculpas a Michelle.
Com o novo pronunciamento, a ex-primeira-dama reitera a sinalização emitida no início de junho, quando já havia descartado a possibilidade de uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.
Na ocasião, ela garantiu que manifestará o apoio ao “filho 01” no momento considerado politicamente oportuno, consolidando a estratégia da direita para a corrida eleitoral.
