Acidentes domésticos estão entre as principais causas de morte acidental na primeira infância no Brasil. Dados de secretarias estaduais de saúde indicam que quedas, afogamentos e queimaduras lideram as ocorrências dentro de casa, especialmente em períodos em que as crianças passam mais tempo no ambiente doméstico.
Especialistas alertam que bastam poucos segundos de descuido para que situações aparentemente simples se transformem em episódios irreversíveis. No último domingo (15), um caso registrado em Mulungu do Morro, na região de Irecê, reforçou esse alerta.
O bebê Levi Fernandes Oliveira, de 1 ano e dois meses, morreu após um acidente dentro da própria residência. De acordo com as informações iniciais, a criança caiu de cabeça em um balde com água.
Familiares perceberam rapidamente o ocorrido e a levaram para uma unidade de saúde do município. Apesar do atendimento e das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, o menino não resistiu.
A Prefeitura de Mulungu do Morro divulgou nota manifestando pesar e solidariedade aos parentes da vítima. O episódio reacende a discussão sobre medidas de prevenção em casa, principalmente em imóveis onde há recipientes com água acessíveis a crianças pequenas.
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que, durante as férias escolares de janeiro e julho de 2023, houve aumento de 84,5% nos atendimentos e internações por acidentes domésticos envolvendo menores de 12 anos, em comparação com o ano anterior.
Foram 969 registros em 2023, contra 525 em 2022, considerando apenas ocorrências atendidas pelo Sistema Único de Saúde no estado paulista. Dezembro de 2022 e julho de 2023 concentraram os maiores números de casos.
Segundo a secretaria, afogamentos, quedas, queimaduras e intoxicações acidentais estão entre as principais causas. A pediatra Silvana Grotteria, do Hospital Infantil Darcy Vargas, destaca que a distração dos responsáveis, muitas vezes associada ao uso constante de celulares, contribui para esses episódios.
Especialistas recomendam supervisão contínua, retirada de recipientes com água do alcance das crianças e adaptação do ambiente doméstico para reduzir riscos, reforçando que a prevenção é a medida mais eficaz para proteger os pequenos.
