Ocorrências envolvendo veículos que caem em rios ou áreas alagadas exigem rapidez e sangue-frio para evitar consequências ainda mais graves, contudo, nem sempre o desfecho é o melhor para a vítima.
Especialistas em segurança viária alertam que, em situações de submersão, cada segundo é decisivo, já que o nível da água sobe rapidamente dentro do automóvel, dificultando a abertura das portas e comprometendo a respiração dos ocupantes.
Em cidades cortadas por cursos d’água, como Brusque, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, a proximidade entre vias urbanas e rios aumenta o risco desse tipo de episódio, principalmente durante a noite.
Foi nesse cenário que um motorista de 41 anos viveu momentos de tensão na Avenida Bepe, na noite de terça-feira (17). O carro que ele conduzia saiu da pista e acabou caindo no rio.
Imagens registradas por uma testemunha mostram o instante em que o homem, já com o veículo parcialmente submerso, consegue quebrar o vidro do porta-malas para abrir passagem e deixar o automóvel. Em seguida, ele nada até a margem, conseguindo alcançar terra firme antes da chegada do socorro.
Quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local, o condutor já estava fora da água. Aos socorristas, ele relatou que não se recorda das circunstâncias que levaram o carro a sair da pista.
O homem apresentava apenas ferimentos leves nas mãos, possivelmente causados no momento em que rompeu o vidro, e optou por não ser encaminhado ao hospital após o atendimento inicial.
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Os bombeiros reforçam que, em ocorrências semelhantes, uma alternativa para quebrar os vidros é utilizar a haste metálica do encosto de cabeça do banco, que pode funcionar como ferramenta improvisada de emergência.
No caso registrado em Brusque, não foi informado qual objeto foi usado para estilhaçar o vidro. Situações como essa evidenciam a importância de conhecer procedimentos básicos de segurança, que podem fazer diferença crucial em cenários inesperados nas estradas e áreas urbanas próximas a rios.
