Imagens de monitoramento instaladas em áreas rurais têm se tornado ferramentas frequentes em investigações, especialmente em municípios do interior paulista, onde rios e propriedades agrícolas fazem parte da rotina da população.
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que registros audiovisuais vêm contribuindo de forma decisiva para esclarecer ocorrências e reconstruir trajetórias em casos complexos.
Foi justamente esse tipo de recurso que ajudou autoridades a compreender os últimos passos de uma mulher às margens do Rio Pardo, no trecho que corta o município de Águas de Santa Bárbara, localizado no interior de São Paulo.
A gravação mostra Amanda Christina Batista Rodrigero, de 31 anos, caminhando pela beira do rio enquanto segura a filha recém-nascida, de apenas 20 dias. Em seguida, ela entra na água com a bebê nos braços. O
conteúdo foi analisado pelo Corpo de Bombeiros, embora não tenha sido divulgado publicamente. Horas depois, a criança foi localizada sem vida a cerca de 1,5 quilômetro do ponto onde havia sido levada ao rio.
Moradores que perceberam a movimentação acionaram socorro imediatamente. Amanda foi encontrada com vida em outro trecho do Rio Pardo, nas proximidades da Ponte do Óleo, já no município de Óleo (SP), a aproximadamente 14 quilômetros de distância do local inicial.
Dois moradores conseguiram retirá-la da água antes da chegada do resgate. Ela recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi conduzida ao Plantão Policial de Avaré, onde acabou presa em flagrante por tentativa de homicídio.
Após audiência de custódia, a Justiça determinou a conversão da detenção em prisão preventiva. A Polícia Civil informou que a tipificação do caso poderá ser revista conforme o avanço das apurações e a análise das provas reunidas.
As equipes de busca encerraram os trabalhos no fim da tarde de quarta-feira, com previsão de retomada nas primeiras horas do dia seguinte. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
O episódio reacende o debate sobre a importância de atenção à saúde mental no período pós-parto e reforça a necessidade de redes de apoio e acompanhamento adequado às mães recém-nascidas.
