Zelensky admite ceder território ucraniano à Rússia em negociação pelo fim da guerra

Presidente ucraniano mudou a postura adotada no começo da guerra.

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Durante declaração feita em Bruxelas neste domingo (17/08), o presidente da Ucrânia admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de ceder território à Rússia na negociação por um acordo de paz.

Volodymyr Zelensky participou de uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para tratar do assunto. A declaração é uma mudança na postura que Zelensky vinha adotando desde o começo da guerra.

A guerra teve início em fevereiro de 2022, quando a Rússia atacou o território ucraniano após meses de tensões. Na época, Zelensky era firme em afirmar que a Ucrânia não aceitaria reduzir seu território; o discurso, no entanto, mudou um pouco.

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Atualmente, a Rússia tem controle militar e algumas regiões que pertencem a Ucrânia, sendo elas: Lugansk, partes de Donetsk, Zaporíjia e Kherson, além de cerca de 400 km² em Sumi e Kharkiv, fora das quatro regiões anexadas por Moscou em 2022.

As negociações atuais não envolvem a Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014. Atualmente, a Ucrânia tenta negociar a concessão total de Donetsk em troca de Sumi e Kharkiv.

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A mudança da postura do presidente ucraniano não é por acaso. Na última semana, Vladimir Putin e Donald Trump, presidentes da Rússia e EUA, respectivamente, se reuniram. Os dois discutiram justamente sobre um acordo para o fim da guerra.

Após o encontro, Putin se manifestou e falou publicamente sobre as demandas de Moscou para o fim da guerra: garantias de que a Ucrania não vai aderir a OTAN, desmilitarização da Ucrania e anexação dos territórios que já estão dominados militarmente pela Rússia.

Depois de receber Putin, Trump vai receber Zelensky em uma comitiva composta por outros líderes europeus, como: o primeiro ministro da França, Emmanuel Macron; o primeiro ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira ministra da Itália, Giorgia Meloni; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e Mark Rutte, secretário-geral da OTAN.

Escrito por

Roberta R

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