A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de cerca de 10 meses de idade, em Fortaleza, teve uma mudança de rumo nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026.
Com a divulgação do laudo, que descartou a suspeita inicial de violência sexual e apontou a asfixia como causa do óbito, foi informado que o caso passará a ser tratado formalmente como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).
Os exames laboratoriais detalhados pela Pefoce foram conclusivos em afastar a hipótese de abuso. De acordo com uma nota oficial, os testes de alcoolemia e toxicológicos deram negativo para a presença de álcool ou drogas no sangue da criança.
Além disso, o exame sexológico confirmou a ausência de sêmen ou de qualquer vestígio de material genético dos dois homens que haviam sido presos no dia do ocorrido.
A tragédia aconteceu na última segunda-feira, 13 de julho, quando Helena foi levada às pressas pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital, localizado na região de Fortaleza.
Em seu depoimento, Ysabelle relatou que participava de uma confraternização em um apartamento quando percebeu que a filha estava passando mal e, acreditando que ela estivesse engasgada, buscou socorro médico imediatamente. A bebê, contudo, não resistiu e faleceu na unidade de saúde.
No hospital, a equipe médica identificou lesões na região anal da criança que foram consideradas clinicamente compatíveis com abuso sexual. Diante desse diagnóstico preliminar, a Polícia Civil foi acionada e o caso passou a ser investigado como estupro de vulnerável seguido de morte.
Ainda no início da semana, foram presos em flagrante Francisco Ray Magalhães, de 22 anos (com quem a mãe mantinha um relacionamento recente), e o primo dele, Roberto Levy Magalhães, de 26 anos.
Ambos estavam no imóvel, apresentavam sinais de embriaguez no momento da abordagem e tiveram suas prisões convertidas em preventivas pela Justiça.
Por questões de segurança e devido à forte comoção gerada pelo caso, os dois suspeitos seguem custodiados em celas separadas no sistema prisional cearense enquanto os novos desdobramentos do inquérito de homicídio culposo são conduzidos pelas autoridades.
