Carolina Dieckmann se pronunciou nesta quinta (16) após receber críticas nas redes sociais por declarar que estava torcendo pela Argentina durante a Copa do Mundo. Em um vídeo publicado em seus perfis, a atriz explicou sua posição e afirmou que cada pessoa deve ter liberdade para escolher sua torcida.
Segundo Carolina, associar a escolha de uma seleção a uma suposta superioridade histórica em relação ao racismo não seria uma análise adequada. Ela citou exemplos envolvendo diferentes países, destacando episódios de colonialismo, perseguições e desigualdades ao longo da história.
Ao mencionar a Espanha ao lembrar os estatutos de pureza de sangue, perseguições contra judeus e árabes, além da violência contra povos indígenas nas Américas e casos atuais de xenofobia e ataques racistas contra o jogador Vini Carolina citou a Inglaterra, apontando o processo de colonização em diferentes regiões, a exploração de recursos e a participação no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.
Sobre a França, destacou a colonização de territórios africanos, desigualdades em áreas ultramarinas, além de episódios relacionados à Argélia e à Segunda Guerra Mundial. Ao comentar sobre a Argentina, a artista afirmou que o país também possui uma trajetória marcada pelo apagamento e extermínio de populações indígenas e negras. Ela ainda mencionou episódios de racismo envolvendo torcidas.
Carolina declarou que esses exemplos representam apenas parte da história de cada nação e ressaltou que todos os países citados carregam marcas de violência, colonialismo e racismo. No vídeo, a atriz defendeu que não existe uma nação totalmente livre de contradições históricas e afirmou que a escolha de uma torcida não deveria depender da busca por um país considerado moralmente superior.
“Todos carregam histórias de colonialismo, racismo e violência que continuam produzindo efeitos no presente. Por isso, torça pra quem você gostar e esqueça essa tentativa de encontrar uma nação moralmente pura. No futebol e na história, ninguém aí tem o telhado inteiro”, afirma Carolina.
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