A morte da policial militar Gisele Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, continua cercada de questionamentos. O episódio aconteceu em fevereiro, em São Paulo, e desde então levanta uma série de dúvidas entre familiares e investigadores.
Antes de morrer, porém, a soldada havia enviado uma mensagem perturbadora a uma amiga, revelando preocupação com o comportamento do companheiro. No texto, Gisele mencionou o ciúme intenso do marido, o tenente-coronel Geraldo Neto.
Ela chegou a fazer um comentário inquietante: disse que ele precisava controlar esse sentimento e que, em determinado momento, poderia acabar perdendo o controle. A frase chamou a atenção da família após o caso vir à tona.

Segundo relatos apresentados pela defesa da família, Gisele enfrentava um relacionamento marcado por tensão constante. Em depoimento à polícia, a mãe da soldada afirmou que a filha vivia sob fortes restrições impostas pelo marido.
Entre elas, a proibição de usar itens simples do dia a dia, como batom, salto alto ou perfume. Além disso, a policial também teria sido cobrada de forma rígida em relação às tarefas domésticas.
Ainda de acordo com a família, a relação se tornou ainda mais delicada quando Gisele começou a falar sobre a possibilidade de separação. Nesse período, segundo os relatos, o oficial teria enviado uma foto pelo celular em que aparecia apontando uma arma para a própria cabeça.
Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi um áudio apresentado pelo advogado da família. Na gravação, enviada por Gisele ao pai meses antes de morrer, a policial pedia ajuda para encontrar uma casa próxima da residência dos pais.
O objetivo seria facilitar a rotina de trabalho e também os cuidados com a filha pequena. Na mensagem, ela explica que sairia muito cedo para trabalhar e que morar perto da família ajudaria a evitar longos deslocamentos.
Por outro lado, a defesa do tenente-coronel sustenta que a policial tirou a própria vida. Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi posteriormente reclassificado pela Polícia Civil como morte suspeita. Exames periciais e novas análises seguem em andamento para esclarecer o que realmente aconteceu naquela noite.
