A Polícia Civil da Paraíba identificou a mulher encontrada morta dentro de uma mala como Chantal Etiennette Dechaume, uma médica aposentada de nacionalidade francesa, de 73 anos.
O crime, que chocou o bairro de Manaíra na última quarta-feira, 11 de março de 2026, está sendo tratado pelas autoridades como um feminicídio cometido pelo então namorado da vítima, Altamiro Rocha dos Santos.
Segundo as investigações, a motivação para tamanha brutalidade teria sido a decisão de Chantal de encerrar o relacionamento, uma vez que ela não aceitava o vício em drogas do companheiro, o que gerou o conflito fatal.
Chantal escolheu João Pessoa como seu refúgio após se aposentar da medicina na Europa, embora as autoridades ainda busquem precisar a data exata de sua chegada ao Brasil.
Ela residia em um apartamento no bairro de Tambaú e possuía uma estabilidade financeira considerável, com uma renda mensal de aproximadamente R$ 40 mil convertidos de sua aposentadoria estrangeira.
Esse valor, além de garantir seu sustento, era utilizado para manter financeiramente o namorado, que não tinha renda fixa. Os dois se conheceram na orla da capital paraibana, onde Altamiro trabalhava como artesão, e na pandemia, ela o abrigou em sua casa.
A investigação aponta que o acolhimento financeiro e emocional oferecido pela médica foi respondido com violência quando ela tentou estabelecer limites em relação ao comportamento dependente do parceiro.
Atualmente, o caso segue em uma fase delicada de trâmites internacionais, já que Chantal não possuía parentes conhecidos na Paraíba. Mais detalhes deverão ser expostos em breve.
A Polícia Civil informou que está em processo de acionamento do consulado da França no Brasil para tentar localizar familiares no exterior que possam realizar a liberação do corpo.
Enquanto o processo diplomático avança, a perícia e os investigadores trabalham para consolidar as provas do crime, que envolveu a carbonização do corpo da médica, em uma tentativa desesperada do agressor de ocultar as evidências do assassinato.
