A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completou 13 dias nesta sexta-feira (16) com um forte apelo emocional da família e novas revelações sobre o período em que as crianças estiveram na mata.
Clarice Cardoso, mãe dos desaparecidos, utilizou suas redes sociais para compartilhar imagens inéditas dos filhos e expressar a angústia que vive desde o último dia 4 de janeiro.
Entre os registros publicados, Clarice mostrou um vídeo de Allan Michael dançando em casa e uma fotografia em que aparece ao lado dos dois, descrevendo o momento atual como um “pesadelo” e reafirmando sua fé na proteção divina sobre as crianças.
“Vivendo um pesadelo sem vocês meus amores!”, disse ela, ao fazer um desabafo sobre toda a situação que está vivenciando neste momento. Muitos estão comovidos.
Em entrevista concedida à TV Mirante, a mãe detalhou sua principal linha de suspeita sobre o sumiço dos filhos. Clarice afirmou acreditar que Ágatha e Allan foram vítimas de um sequestro e que estão sendo mantidos por alguém.

Ela ressaltou que, apesar do sofrimento, seu instinto materno indica que ambos permanecem vivos. Em seu desabafo, Clarice apelou diretamente a quem possa estar com os menores, pedindo que sejam entregues e questionando o motivo de tal ato.
Um desdobramento crucial para as equipes de busca ocorreu após o depoimento de Anderson Kauã, de 8 anos, o primo que desapareceu junto com os irmãos e foi localizado com vida no último dia 7 de janeiro.
Atualmente em recuperação hospitalar, o menino confirmou que o casebre improvisado encontrado pelas autoridades na floresta serviu de abrigo para as três crianças por, pelo menos, uma noite.
O relato de Kauan trouxe detalhes sobre a separação do grupo: ele explicou que decidiu deixar os primos no local para tentar buscar ajuda sozinho, mas que, ao retornar ao ponto de abrigo, Ágatha e Allan já não estavam mais lá.
Diante dessa nova informação, as forças de segurança, que incluem centenas de voluntários, policiais e militares, concentraram as varreduras desta sexta-feira nos arredores imediatos do casebre identificado por Kauan.
Apesar do uso de tecnologia e do esforço intensificado na região, até o fechamento desta tarde, não foram encontrados novos indícios ou sinais recentes da presença das crianças no perímetro.
