Após dias de ataques e sanções econômicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu diretamente ao seu homólogo americano, nesta última quinta-feira, dia 14 de agosto.
Durante um evento em Goiana, Pernambuco, Lula afirmou que Donald Trump mente e que o Brasil “não vai ficar de joelho” para o governo dos Estados Unidos.
No próprio discurso do presidente, ele rebateu a fala de Trump, que no mesmo dia chamou o Brasil de “péssimo parceiro comercial”. “É mentira. O Brasil é bom, só não vai ficar de joelho para o governo americano”, declarou Lula.
Com a notícia da troca de farpas, a questão de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, voltou ao centro do debate. Trump classificou o processo contra o ex-presidente como uma “execução política”.
Em resposta, Lula foi enfático e afirmou que a “democracia está julgando Bolsonaro”. Em sua fala, o atual presidente do Brasil traçou um paralelo direto entre o comportamento de Trump e o de seu adversário político.
O político fez uma comparação e declarou que o discurso seria o mesmo daqueles que invadiram o Capitólio nos Estados Unidos, que diziam que as eleições não eram sérias e que não podiam ter perdido.
Desde o início de agosto, a tensão entre os dois países cresceu. No dia 4, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Em seguida, o governo Trump impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros como forma de retaliação, alegando uma “caça às bruxas” contra seu aliado.
No momento, o presidente brasileiro concluiu seu recado com uma dura advertência a Trump, declarando que se ele morasse no Brasil e tivesse feito o que fez nos EUA, também seria julgado e se culpado, iria para a cadeia.
