Segundo informações divulgadas pela GloboNews, a Polícia Federal incluiu o nome do pastor Silas Malafaia como um dos investigados no Inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em março deste ano, Eduardo deixou seu cargo parlamentar no Brasil e viajou para os Estados Unidos. Pouco depois da viagem, anunciou que permaneceria no país norte-americano.
Nos EUA, Eduardo tem articulado sanções contra o Brasil. O filho do ex-presidente, Jair Bolsonaro, se aproximou da base do governo, e do próprio Trump, e tem incitado novas sanções contra o Brasil.
Eduardo mantém o discurso de que o Brasil vive uma ditadura imposta pelo Supremo Tribunal Federal e que os EUA, governado por Donald Trump, estariam interessados em libertar o país.
Com articulação do parlamentar licenciado, os EUA impuseram taxas de comércio contra o Brasil e tem pressionado o país para aprovar o projeto de anistia que beneficiaria Jair Bolsonaro.
O governo de Trump também já exigiu que o Brasil abra mão do PIX como meio de movimentação financeira, falou abertamente sobre a exploração das reservas de terras raras brasileiras, dentre outras “condições”.
Com a atuação nos EUA, Eduardo se tornou alvo de um inquérito da Polícia Federal. Segundo a Globonews, Silas Malafaia teve o nome adicionado no mesmo inquérito. O pastor reagiu de forma inflamada ao receber a notícia.
“Isso é uma vergonha. Agora, eles escolheram o cara errado, porque eu vou botar para quebrar mais ainda daqui para frente”, disse. “Em que lugar da Constituição ou das leis se proíbe criticar a autoridade? Fazer manifestação pacífica é ameaça ao Estado Democrático? É coação no curso do processo?”, continuou.
Malafaia é um dos apoiadores mais ferrenhos do Bolsonarismo e usa abertamente sua plataforma, inclusive sua plataforma religiosa, para promover suas ideias, que por vezes são interpretadas como ataques contra as instituições democráticas.
