A disputa entre nomes da direita brasileira ganhou novos capítulos nesta semana após declarações públicas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
O cenário evidencia o clima de tensão dentro do campo conservador, especialmente diante das movimentações antecipadas para a corrida presidencial de 2026. Nos bastidores, críticas, cobranças e trocas de acusações passaram a ocupar espaço nas redes sociais e nos discursos políticos.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro utilizou documentos da prestação de contas do Partido Novo em Minas Gerais para rebater declarações feitas por Zema. O filho do ex-presidente destacou uma doação de R$ 1 milhão realizada por Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ao partido ligado ao governador mineiro.
A publicação ocorreu após Zema criticar o senador Flávio Bolsonaro por solicitar apoio financeiro ao empresário para a produção do filme “Dark Horse”, projeto audiovisual voltado à trajetória política de Jair Bolsonaro.
A obra teria previsão de investimento de aproximadamente US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação atual. Áudios divulgados recentemente mostrariam Flávio Bolsonaro pedindo ajuda financeira ao banqueiro para viabilizar o longa.
O conteúdo acabou provocando reação de Romeu Zema, que afirmou que políticos não deveriam condenar práticas atribuídas ao governo federal e agir de forma semelhante nos bastidores.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador classificou o pedido de recursos como algo inaceitável e afirmou que a atitude decepciona eleitores que defendem uma postura diferente na política. A fala rapidamente repercutiu entre apoiadores do bolsonarismo e ampliou o desgaste entre os grupos.
Isso é imperdoável.
É preciso ter credibilidade pra mudar o Brasil. pic.twitter.com/govXHsZ2iU
— Romeu Zema (@RomeuZema) May 13, 2026

Paralelamente à disputa política, a defesa de Henrique Vorcaro se pronunciou sobre a decisão judicial que determinou a prisão do empresário. O advogado Eugênio Pacceli declarou que as acusações apresentadas ainda não teriam sido devidamente esclarecidas à defesa e afirmou que irá demonstrar a legalidade das operações questionadas.
O caso segue repercutindo tanto no meio político quanto no setor financeiro, aumentando a pressão sobre figuras ligadas ao debate presidencial dos próximos anos.
