Produtora de filme sobre Bolsonaro quebra silêncio e dá outra versão sobre dinheiro de Vocaro

Mensagens de Flávio Bolsonaro cobrando Vocaro viralizam nas redes sociais.

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A divulgação de novos bastidores envolvendo a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro, ampliou o debate sobre o financiamento privado de projetos ligados a figuras públicas.

Em meio à repercussão das mensagens reveladas entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a produtora responsável pelo longa decidiu se posicionar oficialmente para negar qualquer relação financeira direta com o empresário investigado.

A Go Up Entertainment afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (13), que não recebeu recursos provenientes de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro.

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A manifestação surgiu após a publicação de uma reportagem do portal The Intercept Brasil, que revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre pagamentos relacionados à produção cinematográfica.

O conteúdo trouxe à tona cobranças envolvendo parcelas atrasadas e tratativas sobre o andamento do projeto audiovisual. Segundo a reportagem, o contrato de financiamento do filme teria valor total de R$ 134 milhões, com cerca de R$ 61 milhões já pagos ao longo das negociações.

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Nas mensagens divulgadas, Flávio Bolsonaro aparece solicitando ao então banqueiro uma definição sobre repasses financeiros considerados importantes para a continuidade do longa.

O senador chegou a admitir os contatos com Vorcaro, mas declarou que as conversas tinham como objetivo buscar apoio privado para um filme igualmente privado sobre a história de seu pai.

A nota da produtora, reproduzida pelo jornalista Paulo Figueiredo nas redes sociais, apresenta uma versão diferente da mencionada pelo parlamentar. O comunicado afirma que o projeto foi estruturado com investidores diversos e desenvolvido por meio de mecanismos considerados legítimos do mercado audiovisual nacional e internacional.

O texto também reforça que não houve utilização de dinheiro público na realização do filme. A repercussão do caso ocorre em um momento de grande atenção sobre financiamentos privados ligados a figuras políticas e projetos de imagem pública.

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Além do interesse em torno da produção cinematográfica, as revelações também aumentaram o debate sobre transparência financeira, participação de empresários em iniciativas políticas e os limites entre relações pessoais, negócios e articulações de bastidores no cenário nacional.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.