A noite desta sexta-feira, 13 de março de 2026, foi marcada por uma coletiva de imprensa tensa no Hospital DF Star, em Brasília, onde a equipe médica detalhou o estado de saúde crítico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com os médicos Leandro Echenique e Brasil Caiado, Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após um agravamento súbito de seu quadro clínico durante a madrugada.
Isto aconteceu enquanto ele estava detido na ala hospitalar conhecida como “Papudinha”. O diagnóstico confirmado por exames de imagem e laboratoriais é de broncopneumonia bilateral, uma infecção severa que atingiu ambos os pulmões.
Os sintomas que levaram à transferência emergencial incluíram febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, o que preocupou os seus familiares e apoiadores.
O cardiologista Brasil Caiado enfatizou que o ex-presidente chegou ao hospital em estado considerado grave, o que exigiu o início imediato de um protocolo com antibióticos potentes administrados por via intravenosa.
A equipe médica destacou que a infecção provocou alterações significativas nos exames de sangue, indicando uma resposta inflamatória sistêmica que inspira cuidados minuciosos e monitoramento constante em ambiente intensivo.
“Foi um quadro que inspirou muitos cuidados, foi algo muito grave. Nesse momento ele se encontra na UTI e está recebendo todos os tratamentos necessários para combater essa pneumonia bilateral”, afirmou o médico Leandro Echenique durante a coletiva.
A previsão inicial é de que o ex-presidente permaneça hospitalizado por, no mínimo, sete dias, dependendo da evolução de sua resposta aos medicamentos.
A transferência para o DF Star foi uma decisão da equipe de plantão da detenção, que percebeu a impossibilidade de manejar a queda de saturação e a febre persistente fora de um ambiente hospitalar de alta complexidade.
A notícia da internação gerou repercussão imediata nos bastidores políticos de Brasília, especialmente após declarações de familiares e aliados sobre as condições de detenção do ex-mandatário.
