O desabafo de Matheus Estivalet Freitas, publicado nesta sexta-feira, deu voz a uma família devastada por um crime que ele descreveu como a “personificação do mal na Terra”.
Luciani Aparecida Estivalet Freitas, uma corretora de imóveis de 47 anos, estava desaparecida desde o dia 4 de março, e o desfecho das buscas revelou uma crueldade que chocou Santa Catarina.
O corpo da vítima foi encontrado esquartejado dentro de um saco plástico em um córrego na região do Vale do Rio Tijucas, um crime de latrocínio que interrompeu a vida de uma mulher descrita pelo irmão como alguém repleta de doçura.
A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina avançou rapidamente após identificar movimentações suspeitas no cartão de crédito da corretora, que estava sendo utilizado para compras online logo após o seu sumiço.
Os agentes da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) rastrearam a entrega dessas mercadorias e chegaram a um adolescente que fazia as retiradas em diferentes pontos do norte de Florianópolis.
Esse rastro levou à prisão, realizada na última quinta-feira, de uma mulher de 30 anos que era vizinha de porta da vítima. Segundo a polícia, ela teria planejado e executado o crime com o auxílio de seu companheiro, de 27 anos, e do irmão dele, menor de idade.
O caso ganha contornos ainda mais graves ao se descobrir que o companheiro da vizinha já era foragido da Justiça de São Paulo por outro latrocínio brutal cometido em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, onde matou o dono de uma padaria.
Para Matheus, a morte de sua irmã é um reflexo doloroso da violência persistente contra a mulher no Brasil, ocorrendo simbolicamente durante o mês de março.
“O que fizeram com a minha irmã foi brutal. Foi a verdadeira personificação do mal na Terra. Nem com um animal vemos tamanha crueldade”, declarou o irmão, ao falar sobre o assunto.
Ele reforçou que Luciani acreditava estar cercada por amigos, mas acabou sendo vítima de vizinhos que se aproveitaram de sua inocência e de detalhes de sua vida pessoal e profissional para cometer tamanha atrocidade.
Agora, o clamor da família é por um julgamento rigoroso e pela punição exemplar de todos os envolvidos, buscando que a memória de Luciani seja honrada com a justiça que o caso exige.
A polícia segue com as investigações para consolidar as provas e garantir que o histórico de violência dos suspeitos seja considerado no processo judicial.
O sentimento de insegurança dentro do próprio condomínio, onde os agressores eram moradores, amplifica a tragédia e levanta debates sobre a vigilância e os antecedentes de locatários em residenciais da capital.
