O fim de semana em Praia Grande, no litoral de São Paulo, terminou de forma inesperada para um empresário de 55 anos, que foi agredido com um soco no rosto por um segurança de um quiosque localizado na praia Canto do Forte.
A situação ocorreu por volta das 23h de sábado e teve início após um desentendimento envolvendo a perda de uma comanda por parte de um amigo da vítima. O estabelecimento, identificado como Império Espeto Bar Forte, estava em funcionamento normal quando a confusão começou.
De acordo com o relato do empresário, ele havia ido ao local acompanhado de um amigo vindo da capital paulista para um momento de lazer. A comanda utilizada era no formato de pulseira, mas como todos os consumos estavam marcados na pulseira dele, o amigo acabou descartando a própria.
Na saída, ao tentar resolver o problema, o empresário sugeriu que fosse feita a conferência da lista de consumos pelo CPF do amigo, mas a funcionária alegou dificuldades no sistema.
Durante esse diálogo, o empresário afirma ter sido surpreendido por um soco desferido pelo segurança do local. Ele caiu com o rosto no chão e perdeu os sentidos momentaneamente. Após ser socorrido pelo amigo, iniciou uma gravação do ambiente e afirma não ter recebido qualquer tipo de ajuda dos funcionários.
O vídeo mostra o momento em que os dois foram expulsos do local, e também o instante em que o suposto agressor tenta tomar o celular da vítima — sendo impedido por outro frequentador.
A Polícia Militar foi acionada, mas o agressor já havia deixado o local. O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal, e a Polícia Civil segue com a investigação.
Segundo a SSP-SP, o estabelecimento apresentou documentação válida e afirmou possuir imagens da ocorrência. O empresário buscou atendimento médico por conta própria e deve realizar exames para verificar possíveis danos no olho atingido.
Seu advogado declarou que uma representação criminal será protocolada, além da solicitação das imagens das câmeras do quiosque. Também será enviada uma notificação extrajudicial ao estabelecimento, com possibilidade de ação judicial por danos morais, materiais e falha na prestação de serviço.
Já a defesa do quiosque sustenta que o cliente teria iniciado a confusão e que o segurança agiu para contê-lo, repudiando qualquer ato de violência.
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O episódio reacende o debate sobre o preparo e a conduta de profissionais de segurança privada em estabelecimentos comerciais, assim como a responsabilidade das empresas na mediação de conflitos com clientes.
