A morte de um menino de 11 anos encontrada pela Polícia Militar dentro de uma residência na zona leste de São Paulo segue cercada de questionamentos e mobiliza uma investigação da Polícia Civil.
O caso aconteceu no bairro Cidade Kemel e chamou a atenção das autoridades pelas condições em que a criança vivia e pelos elementos encontrados dentro do imóvel. O pai do garoto foi preso e deve responder pelas suspeitas relacionadas ao caso.
Identificado como Kratos Douglas, o menino foi encontrado sem vida na noite de segunda-feira (11/5), na casa onde morava com o pai, Chris Douglas. Segundo informações apuradas pela investigação, o homem admitiu que mantinha o filho acorrentado para impedir que ele deixasse a residência.
A madrasta e a avó paterna da criança também passaram a ser investigadas por possível participação nos maus-tratos sofridos pelo garoto. Imagens do interior da casa mostram diversos cômodos tomados por caixas de papelão empilhadas e objetos espalhados.
Em algumas embalagens havia identificação relacionada a brinquedos, enquanto outros registros revelavam aparelhos eletrônicos guardados de maneira desorganizada. O cenário encontrado pelas equipes reforçou a necessidade de uma perícia detalhada no local.

Outro ponto que passou a ser analisado pela polícia é a existência de um sistema interno de monitoramento instalado na residência. As gravações das câmeras poderão ajudar os investigadores a entender a rotina da casa e esclarecer o que aconteceu antes da morte da criança.
Todo o material recolhido será encaminhado para análise técnica. Durante a operação realizada pela Polícia Militar, também foram apreendidos computadores, notebook, tablet, celulares e cartões de memória.

Os equipamentos serão periciados para verificar se há registros, mensagens ou arquivos que possam contribuir com as investigações em andamento. Além do menino encontrado morto, outras duas crianças que viviam no imóvel foram retiradas da residência e acolhidas pelo Conselho Tutelar.
Os irmãos da vítima têm 2 e 12 anos e agora recebem acompanhamento das autoridades responsáveis pela proteção infantil. A Polícia Civil segue reunindo depoimentos e aguardando resultados periciais para esclarecer completamente o caso.

A investigação busca identificar há quanto tempo a criança vivia nessas condições e se houve omissão por parte de outras pessoas próximas à família.
