O emblemático caso Isabella Nardoni, que parou o Brasil em 2008, teve um novo desdobramento de impacto global nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026 e mais detalhes do que teria acontecido foram expostos e chamaram bastante atenção do público.
Uma importante associação protocolou um aditamento à denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, ocorrida nos Estados Unidos. E agora, o que foi descoberto pode trazer uma reviravolta ao caso.
O documento solicita formalmente a reabertura das investigações e a prisão imediata de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, sob a alegação de que novos elementos indicam sua participação direta no planejamento e na execução do crime que vitimou a neta.
A fundamentação da denúncia repousa em relatos de pelo menos três policiais penais que afirmam ter presenciado confissões de Anna Carolina Jatobá no presídio de Tremembé.
Segundo a petição, a madrasta teria admitido que o sogro participou ativamente da ação criminosa. Em um dos trechos citados, uma testemunha relata que, ao ser questionada sobre a autoria do crime, Anna teria indicado que agiu a mando de “daquele véio”, confirmando chorando, por meio de um gesto com a cabeça, que se referia ao pai de Alexandre.
Além das acusações de coautoria, a denúncia sustenta que Antônio Nardoni teria orientado o filho a alterar provas na cena do crime para simular um acidente. O advogado Angelo Carbone, que representa a associação, defende que uma eventual quebra de sigilo telefônico da época poderia comprovar a ocorrência de fraude processual.
Diante desses fatos, a petição pede à Corte Internacional a prisão preventiva de Antônio, medidas de proteção para as testemunhas que afirmam temer represálias e o acompanhamento presencial do caso por representantes da comissão em Washington.
