A investigação sobre o grave acidente que resultou na morte de seis pessoas em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, ganhou novos detalhes técnicos nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026.
De acordo com a Polícia Científica de Goiás, as análises preliminares realizadas no local da tragédia, dentro do Condomínio Colorado Premium, revelaram a ausência total de marcas de frenagem ou de qualquer tentativa de desvio por parte do condutor.
Segundo o chefe da Polícia Científica de Águas Lindas de Goiás, Leonardo Antunes Rosa, o fato de não haver sinais de reação sugere que não houve uma tentativa mecânica ou humana de impedir a queda do veículo na represa, o que também diminui as chances de que uma falha técnica nos freios tenha sido a causa principal do ocorrido.
O episódio aconteceu na noite de domingo, coincidindo com as celebrações do Dia das Mães, e vitimou uma família quase inteira e um amigo próximo. Entre os falecidos estão Wellinton Barcelar Santiago, de 35 anos, e seus quatro filhos: Dafne Nicole (18), Jefferson Wallan (14), Bryan Brenno (9) e o pequeno Wellyson Devid, de apenas 6 anos.
Além deles, o serralheiro Cleber Jhon, de 43 anos, amigo de Wellinton, também não resistiu. O grupo aproveitava o final de semana em um lote de propriedade da família quando o carro caiu na água, ficando quase totalmente submerso, restando apenas a parte traseira visível para as equipes de resgate.
A única sobrevivente da tragédia foi Aline Batista de Sousa, de 35 anos, mãe das quatro crianças e esposa de Wellinton. Em relato à Polícia Militar, ela explicou que conseguiu escapar do veículo no momento da queda e buscou socorro imediato, mas não houve tempo hábil para salvar os demais ocupantes.
A notícia gerou uma onda de luto na região de Alexânia, onde as vítimas eram conhecidas pela atuação profissional como pedreiro e serralheiro. Enquanto os peritos continuam os trabalhos para entender a dinâmica exata do evento, o caso levanta uma dolorosa reflexão sobre a segurança em áreas de lazer próximas a mananciais.
