O que deveria ser o marco inicial de uma vida a dois transformou-se em uma cena de horror no último sábado, 9 de maio de 2026. De acordo com informações contidas no boletim de ocorrência e análises preliminares de peritos, o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, teria encurralado sua noiva, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, antes de executá-la a tiros.
O crime ocorreu poucas horas após a cerimônia civil do casal. O documento policial detalha uma dinâmica de perseguição que começou no interior do imóvel, seguiu pelas escadarias e culminou em um terreno baldio adjacente, onde a vítima possivelmente foi encurralada sem chances de defesa.
A perícia técnica identificou seis marcas de disparos no corpo de Nájylla, localizadas na região do tórax, no antebraço esquerdo e no dedo mínimo da mão direita, sugerindo tentativas desesperadas de proteção.
No local do crime, foram recolhidos 11 estojos de munição deflagrados e quatro projéteis deformados, além de três cartuchos intactos que, segundo os peritos, podem indicar falhas mecânicas na arma durante o ataque.
Testemunhas relataram que o crime foi precedido por uma discussão acalorada e luta corporal; embora familiares tenham conseguido retirar as três crianças da casa, um adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 anos,, os filhos da vítima acabaram presenciando o momento em que o guarda utilizou sua arma funcional contra a mãe.
O impacto emocional da tragédia é agravado pelo histórico de violência e pelos sonhos interrompidos. A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, revelou que Nájylla estava cursando Direito e sonhava em se tornar advogada, mas que o relacionamento era marcado por episódios de agressividade ligados ao consumo de álcool por parte de Daniel.
Mesmo alertada pela família, a paixão a levou a seguir com o matrimônio. A véspera do Dia das Mães tornou-se, assim, um período de luto profundo para a família, que viajou do Paraná para o interior paulista a fim de providenciar a liberação do corpo e o sepultamento.
No âmbito jurídico e administrativo, Daniel foi preso em flagrante pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) após ele próprio acionar a corporação. A defesa do guarda afirma que ele se apresentou espontaneamente e colaborará com as investigações.
Paralelamente, a Corregedoria da Guarda Municipal instaurou um processo administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do agente por 90 dias, medida que pode culminar em sua demissão definitiva do serviço público.
O caso segue sob investigação técnica para esclarecer todos os detalhes da conduta do agressor. A situação está chamando bastante atenção por parte do público.
