Um pedido silencioso de ajuda chamou a atenção de um funcionário de uma loja no Japão e deu início a uma investigação que surpreendeu as autoridades. Sem conseguir falar, uma mulher entrou correndo no estabelecimento usando máscara e entregou um pequeno papel com a palavra “socorro”, revelando uma situação que rapidamente mobilizou a polícia.
Ao perceber que a cliente apresentava ferimentos que a impediam de se comunicar, o funcionário acionou imediatamente as equipes de segurança. Pouco depois, os policiais constataram que os lábios da vítima, de 42 anos, haviam sido perfurados e unidos com linha e agulha, o que explicava por que ela não conseguia pedir ajuda verbalmente.
Segundo a investigação, a mulher aproveitou um momento em que estava sozinha para deixar a residência onde vivia desde abril de 2025 com outra mulher, identificada como Masae Sakurai, de 49 anos.
O caso ocorreu na cidade de Koga, localizada na província japonesa de Ibaraki, e a vítima afirmou às autoridades que demorou a fugir porque sentia medo da colega de residência.
Na última segunda-feira (6), a polícia prendeu Sakurai sob suspeita de agressão. Conforme informado pelas autoridades, ela trabalhava em um restaurante e dividia a casa com a vítima, embora a motivação e as circunstâncias que levaram ao episódio ainda não tenham sido esclarecidas oficialmente.
As autoridades informaram que a mulher resgatada recebeu atendimento médico e não corre risco de morte. No entanto, detalhes sobre a extensão dos ferimentos não foram divulgados, já que o caso continua sendo investigado pela polícia japonesa.
Moradores da região relataram à imprensa local que Sakurai havia comprado um imóvel usado cerca de um ano antes e mantinha pouco contato com a vizinhança.
Algumas testemunhas disseram ainda que diversas pessoas eram vistas entrando e saindo da residência, mas afirmaram não conhecer suas identidades. Um ex-colega de trabalho também relatou que a suspeita teria apresentado problemas de comportamento no ambiente profissional.
Enquanto isso, a polícia informou que outras pessoas que moravam na casa estão sendo ouvidas para esclarecer os acontecimentos, e a investigação segue em andamento para determinar exatamente o que ocorreu dentro da residência e se houve participação de terceiros no caso.
