A descoberta de vídeos gravados durante sessões de agressões levou a Polícia Civil de Santa Catarina a deflagrar, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Cruciatus em Chapecó, no Oeste do estado.
As investigações apontam que integrantes de um grupo criminoso utilizavam ataques físicos para intimidar moradores e cobrar dívidas relacionadas ao tráfico de drogas. O caso ganhou atenção após as autoridades encontrarem imagens consideradas extremamente fortes durante a apuração.
Segundo a Polícia Civil, a vítima é um homem de 28 anos que apareceu nas gravações sendo submetido a uma sequência de agressões em janeiro deste ano. De acordo com o delegado regional Rodrigo Moura, o objetivo do grupo era espalhar medo na comunidade e reforçar a autoridade da organização criminosa na região.
A polícia acredita que as ações funcionavam como uma espécie de punição aplicada por membros da facção. As investigações começaram depois que o homem deu entrada em um hospital de Chapecó com diversos ferimentos graves.
Na ocasião, ele não contou aos policiais como havia sido atacado. A situação mudou semanas depois, quando agentes apreenderam um celular durante outra operação e localizaram vídeos que mostravam detalhes das agressões sofridas pela vítima.
Ainda conforme os investigadores, o homem permaneceu internado por vários dias na Unidade de Terapia Intensiva e precisou passar por cirurgias devido às lesões. A polícia identificou que vários suspeitos participaram diretamente das agressões, incluindo adultos e adolescentes. Um dos envolvidos citados na investigação já morreu.
Durante a operação desta sexta-feira, foram cumpridos mandados de busca, prisões preventivas e medidas de internação de adolescentes em bairros de Chapecó e também em Joinville. Uma mulher de 21 anos apontada como responsável por organizar a ação segue sendo procurada pelas autoridades.
A Polícia Civil trabalha com duas possíveis motivações para o caso. A principal linha de investigação envolve cobranças ligadas ao tráfico de drogas. Outra hipótese analisada é a de que a vítima estaria cometendo furtos em áreas controladas pelo grupo criminoso.
A operação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e também unidades com cães farejadores, reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate às organizações criminosas da região.
