No fim do mês de abril, o coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, foi denunciado por assédio moral e sexual contra uma PM que atuava como sua subordinada. Rosa Neto esta preso atualmente, acusado de feminicídio e fraude processual.
Segundo a nova denúncia, ainda casado com Gisele Alves, Rosa Neto começou as investidas e perseguição contra a vítima. Mesmo depois da morte da PM, motivo pelo qual o coronel esta preso, as mensagens não pararam.
A vítima teve a identidade revelada, trata-se da PM Rariane da Silva. Na denúncia, ela alega que conheceu o coronel em ambiente profissional no 49º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), em Pirituba, zona norte de São Paulo, mas que desde então passou a ser perseguida por ele.
O advogado Thiago Lacerda, que representa a PM, afirma que Rosa Neto “cismou” com a vítima e passou a trata-la como um “objeto” e que seu comportamento tornou a vida da PM um inferno dentro e fora da corporação.
Ainda na denúncia, a defesa da PM afirma que as investidas de Rosa Neto nunca foram correspondidas e que Rariane chegou a claramente rejeitar o coronel, que era casado e seu superior no ambiente de trabalho, mas nada o fazia recuar.
A defesa alega que o comportamento de Rosa Neto configura não apenas assédio sexual, mas também assédio moral. Em certa ocasião, o coronel chegou a ir até o endereço da vítima e passou a questiona-la sobre o aluguel e condomínio, sugerindo se mudar para o prédio onde ela morava.
Na tentativa de fugir dos assédios, a PM tentou trabalhar na rua com patrulhamento, para ter menos contato com o coronel. Ainda na denúncia, ela relata que passou a temer por sua integridade após a morte de Gisele Alves.
A defesa de Rariane ainda aponta os boatos que passaram a circular no Batalhão, de que ela seria amante de Rosa Neto, algo que ela nega. No entanto, o comportamento do coronel alimentava as especulações no ambiente de trabalho.
Lacerda afirma ainda que a cliente tinha medo de Rosa Neto no ambiente policial e que, após sua prisão, juntou coragem para denuncia-lo. Ainda após a prisão do coronel, Rariane pediu transferência e saiu de São Paulo, passando a atuar no interior do estado.
“Ela teve que ir embora, sumiu. Desde esses fatos, ela está passando com psicólogo e psiquiatra. Isso prejudicou muito a vida dela”, declarou o advogado responsável pela defesa da PM.
