Preso e réu pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana, o coronel Geraldo Leite Rosa Neto teve o status contestado pelo Ministério Público de São Paulo. Atualmente, Rosa Neto segue preso preventivamente mas com aposentadoria sendo paga pelo estado.
A entender: Rosa Neto deu entrada no pedido de aposentadoria quando se tornou suspeito pela morte da então esposa. Quando foi preso preventivamente, ele recebeu aprovação no pedido e recebeu promoção automática, deixando de ser tenente-coronel e passando a ser coronel.
Mesmo preso, Rosa Neto recebe rendimento em torno de R$20 mil, em referência a idade e período de atividade. Em tese, mesmo condenado por feminicídio e fraude processual, ele ainda manteria a aposentadoria integral.
Agora o MP-SP, na figura do promotor Silvio Antônio Marques, quer entender a aposentadoria do coronel. O pedido de esclarecimentos, feito ao governo de São Paulo, atende a uma solicitação feita pelo deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL).
O intuito do pedido de esclarecimentos é entender como foi realizada a promoção e transferência de Rosa Neto para a reserva remunerada (aposentadoria). O documento pede ainda a suspensão da transferência e promoção do oficial.
O documento aponta que Rosa Neto chegou a ter remuneração suspensa após prisão, mas um ato administrativo contornou a situação ao aprovar a transferência à reserva, o equivalente a aposentadoria no cargo militar, com promoção.
“A PM está à disposição do Ministério Público e esclarece que a transferência do oficial citado para a reserva ocorreu conforme a legislação vigente, sem impedimento a possíveis responsabilizações penais ou disciplinares. A Corregedoria da PM e a Polícia Civil concluíram inquéritos que já foram encaminhados à Justiça”, afirma nota da Polícia Militar.
Atualmente, Rosa Neto enfrenta um processo que pode expulsa-lo da Polícia Militar. Caso seja expulso, o processo pode impactar os vencimentos aos quais hoje ele tem direito.
