Momentos de tensão tomaram conta de uma escola pública de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, após a explosão de um artefato caseiro dentro da unidade na manhã desta sexta-feira (8).
O caso aconteceu no Ciep Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, e deixou ao menos 10 adolescentes feridos. As vítimas têm entre 13 e 15 anos e receberam atendimento médico antes de serem levadas para prestar depoimento na delegacia da região.
Segundo relatos de estudantes, o objeto que explodiu parecia um tubo de PVC com areia em seu interior. O material também conteria pregos, parafusos e porcas, que se espalharam após a explosão.
A suspeita inicial é de que o artefato tenha sido encontrado por um aluno dentro da escola e lançado para o alto pouco antes do incidente. Os adolescentes atingidos apresentaram ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo pernas, pés, abdômen e rosto.
Alguns também relataram desconforto nos ouvidos e dificuldade temporária para ouvir logo após a explosão. Apesar do susto, todos receberam alta hospitalar ainda durante a manhã.
O Corpo de Bombeiros foi acionado logo nas primeiras horas do dia, enquanto equipes da Polícia Civil e do Esquadrão Antibomba da Core iniciaram uma varredura completa no colégio. Após a inspeção, as autoridades descartaram a presença de outros materiais semelhantes dentro da unidade escolar.
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A prefeita Mariana Malta afirmou que as famílias foram acolhidas e destacou que os estudantes estão fora de perigo. Mesmo assim, o clima entre pais e responsáveis era de apreensão. Muitos chegaram à escola assustados após receberem mensagens e ligações informando sobre a explosão.
Familiares relataram desespero ao saber da ocorrência. Um dos responsáveis contou que nunca imaginou viver uma situação semelhante dentro de uma escola pública. Já uma avó afirmou ter temido consequências ainda mais graves ao receber as primeiras informações sobre o caso.

A Secretaria Estadual de Educação informou que tenta esclarecer como o artefato chegou até a escola. A Polícia Civil também apura se o objeto foi levado por algum estudante ou deixado no local por terceiros. Mochilas dos alunos passaram por perícia para auxiliar nas investigações.
