Pelo menos 25 detentos e quatro agentes penitenciários morreram durante violentos confrontos registrados na noite do último domingo, 5 de julho de 2026, em um complexo prisional situado na região de Colombo, capital do Sri Lanka.
A confirmação do balanço de vítimas foi divulgada nesta segunda-feira, 6 de julho, por autoridades da área de saúde local. Além dos óbitos confirmados, a rebelião resultou na hospitalização de mais de 100 detentos, que foram encaminhados para atendimento médico emergencial na cidade de Negombo.
De acordo com informações prestadas pela diretora da unidade hospitalar, Pushpa Gamlath, parte expressiva dos feridos sob cuidados médicos apresentava lesões provocadas por disparos de arma de fogo.
O tumulto generalizado teve início após o desencadeamento de uma briga entre duas facções internas de detentos, identificadas pelas forças de segurança como grupos rivais ligados ao tráfico de entorpecentes.
O estabelecimento penal onde o conflito foi deflagrado possui uma superpopulação crônica, abrigando atualmente um contingente que atinge a marca de quase 10 mil custodiados.
Fontes ligadas à polícia local relataram que a situação escalou rapidamente e fugiu ao controle das equipes de vigilância interna, culminando no assassinato dos quatro guardas penitenciários no momento em que eles tentavam intervir para cessar as agressões mútuas entre as alas.
À medida que as notícias sobre as mortes e os confrontos se disseminavam pelas dependências do complexo, detentas de uma ala anexa deram início a uma manifestação paralela, subindo nas estruturas do telhado da edificação para exigir a libertação imediata. Durante o ato de protesto, uma seção da cobertura cedeu e desabou, provocando ferimentos em algumas das mulheres.
Diante da gravidade da insurreição, destacamentos da polícia nacional foram acionados para atuar no perímetro externo do presídio, onde uma grande quantidade de familiares e parentes de presos passou a se concentrar em busca de informações oficiais sobre o estado de saúde dos internos.
