A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 provocou uma reação surpreendente e bem-humorada nas redes sociais.
Apontado como o grande carrasco da equipe canarinho ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 1, o atacante norueguês Erling Haaland teve seu perfil pessoal invadido por internautas brasileiros que, longe de proferirem críticas, inundaram as publicações do atleta com elogios à sua exibição técnica, à disciplina tática e à maturidade demonstrada pelo elenco europeu durante os noventa minutos.
Entre comentários descontraídos que comparavam o centroavante a ídolos do passado e declarações de apoio à jornada escandinava no Mundial, os torcedores formalizaram uma espécie de pacto e fizeram um pedido especial e unânime ao camisa 9: a eliminação da rival Argentina e de outras potências tradicionais do futebol, como a França e Portugal.
Usuários brincaram na web afirmando que a superação do trauma da desclassificação e o consequente perdão aos nórdicos estariam condicionados ao sucesso de Haaland em interromper a caminhada dos atuais adversários sul-americanos na competição.
Com o avanço de fase assegurado pelo triunfo em cima do elenco comandado por Carlo Ancelotti, a seleção da Noruega agora se prepara para medir forças contra a Inglaterra em um confronto decisivo válido pelas quartas de final do torneio.
Para o futebol brasileiro, a despedida precoce consolida e expande marcas negativas históricas. O placar desfavorável no MetLife Stadium manteve a escrita de que o Brasil jamais venceu a Noruega na história do futebol masculino profissional, acumulando um retrospecto incômodo de três derrotas e dois empates em cinco jogos disputados.
Além disso, a queda estende o jejum de títulos mundiais da Seleção para 24 anos, igualando o intervalo compreendido entre o tricampeonato de 1970 e o tetra de 1994.
Como o sonho do hexacampeonato foi postergado para o ciclo de 2030, o Brasil fatalmente atingirá a marca de 28 anos sem erguer a taça, configurando o maior período de escassez de conquistas de sua história desde a profissionalização do esporte.
