A dor de uma perda repentina e brutal marcou as redes sociais nesta sexta-feira, dia 6 de março de 2026. Sâmia Nunes Maximiano, esposa de Renato Duarte, conhecido como Renatinho, de 31 anos, emocionou a todos com uma homenagem de despedida ao marido.
Ele foi uma das vítimas fatais do desabamento de um prédio no bairro Jardim Vitória, na região nordeste de Belo Horizonte. Em suas palavras, Sâmia descreveu o companheiro como um homem incrível, honesto e de coração enorme.
Na ocasião, Sâmia prometeu honrar a memória dele dando “o mundo” para a filha pequena do casal. O relato comoveu especialmente pelo tom de saudade cotidiana, ao mencionar a tristeza de acordar no mesmo horário de sempre e não receber o habitual beijo.
“Um homem incrível, de coração enorme e muito honesto”, declarou, ao falar sobre o assunto e trazer mais detalhes de como está se sentindo após a partida de seu marido. Renatinho não era apenas um morador do imóvel; ele era filho do proprietário e atuava diretamente na administração do prédio de três andares que abrigava, além de residências, uma academia e um lar de idosos.
O desabamento ocorreu por volta de 1h45 da madrugada de quinta-feira, pegando de surpresa as 29 pessoas que estavam no local. Muitos lamentam o ocorrido.
Enquanto algumas conseguiram escapar por conta própria antes da chegada do socorro e outras foram resgatadas com vida pelas equipes do Corpo de Bombeiros, o jovem administrador acabou ficando soterrado sob os escombros e não resistiu aos ferimentos.
A tragédia também levanta questionamentos complexos sobre a segurança e a fiscalização do imóvel. Embora a Prefeitura de Belo Horizonte tenha confirmado que o edifício possuía alvarás de funcionamento e sanitário válidos até 2030.
Agora, enquanto Sâmia e seus familiares enfrentam o luto, a Polícia Civil de Minas Gerais lidera uma investigação rigorosa para determinar as causas estruturais da queda.
O caso serve como um alerta doloroso sobre a importância da manutenção predial e da vigilância constante em espaços que abrigam populações vulneráveis, como a casa de repouso que funcionava no prédio.
