Nesta semana, a morte de um brasileiro em território ucraniano foi confirmada. Leonardo dos Santos estava no país europeu como voluntário de guerra, mas morreu no último dia 26 de dezembro.
Leonardo era natural de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, mas morava no Mato Grosso do Sul, onde trabalhava para a concessionária de energia. O eletricista estava na Ucrânia como voluntário do exército do país.
De acordo com as informações, Leonardo foi atingido por uma granada arremessada durante um ataque russo e sobreviveu, mas contraiu infecções em decorrência dos ferimentos e não resistiu.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que foi procurado pela família de Leonardo e que esta em contato com as autoridades ucranianas para recuperar o corpo do brasileiro.
Itamaraty desencoraja voluntariado de guerra
Meses antes da morte de Leonardo, o Ministério de Relações Exteriores se manifestou sobre o número crescente de brasileiros se voluntariando para guerras em território estrangeiro.
Em nota, o Itamaraty apontou o aumento no número de brasileiros mortos em território estranheiro em contexto de conflitos armados, além do aumento no número de casos de brasileiros tentando retornar ao Brasil e enfrentando dificuldade.
A nota ainda ressaltava que a atuação do Ministério em zonas de guerra pode sofrer e se tornar “severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países”.
Um dos países que mais conta com voluntariado internacional para guerra é a Ucrânia, que vive uma guerra com a Rússia desde 2022. Não apenas brasileiros, mas cidadãos de outros países também se voluntariam, em muitos casos, com promessa de pagamentos em euros.
Ao longo dos últimos anos, desde o começo da guerra, Rússia e Ucrânia já sinalizaram tentativas de negociação de paz, mas nenhum acordo foi firmado.
