A descoberta de um documento antigo em território europeu voltou a despertar atenção sobre um dos episódios criminal mais emblemáticos da história recente do país. A história a seguir foi revelada pelo portal Leo Dias.
No fim de 2025, um passaporte pertencente a Eliza Samudio foi localizado em um apartamento alugado em Portugal, reacendendo debates e curiosidade pública em torno de um caso que permanece cercado de lacunas mesmo após mais de uma década.
O achado foi rapidamente comunicado às autoridades brasileiras. O documento foi encontrado entre livros dispostos em uma estante de um imóvel compartilhado. O morador que localizou o passaporte reconheceu imediatamente a identidade ao observar a fotografia, lembrando da ampla repercussão do caso no Brasil e no exterior.
Após a descoberta, o material foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que notificou oficialmente o Itamaraty, em Brasília, e aguarda orientações sobre os próximos procedimentos.
Segundo as informações apuradas, o passaporte está em bom estado de conservação, sem indícios de segunda via e com todas as páginas preservadas. Há apenas um registro de entrada em território português datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer anotação posterior de saída.
Não foi possível determinar quem deixou o documento no local nem há quanto tempo ele permanecia no apartamento. A equipe do portal acompanhou todo o processo de entrega às autoridades consulares.
A mãe de Eliza, Sonia Moura, foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou até a divulgação da informação. O surgimento do passaporte também impulsionou especulações nas redes sociais, com teorias sugerindo que Eliza poderia estar viva.
No entanto, especialistas e órgãos oficiais afastam essa hipótese. O documento é antigo, não há registros de uso posterior e o caso foi amplamente investigado, julgado e resultou em condenações confirmadas pela Justiça brasileira, incluindo a do ex-goleiro Bruno Fernandes.
Embora intrigante, o achado não altera os fatos consolidados judicialmente e reforça como o caso segue despertando interesse e questionamentos mesmo após tantos anos.
