Eduardo Bolsonaro usa as redes sociais para fazer grave ameaça a Lula após ataque dos EUA a Venezuela

O filho do ex-presidente está nos EUA.

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A repercussão internacional da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro ganhou novos contornos neste sábado, após declarações do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nas redes sociais.

Em uma postagem, o agora ex-parlamentar utilizou o episódio para fazer ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a outros líderes políticos associados ao Foro de São Paulo, articulação que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe.

Na manifestação, Eduardo Bolsonaro afirmou que o governo venezuelano teria papel central no financiamento e na sustentação política do Foro de São Paulo e sugeriu que a prisão de Maduro poderia provocar consequências para outros chefes de Estado alinhados ao grupo.

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O tom adotado gerou forte repercussão, uma vez que o ex-deputado indicou que Lula e outros líderes latino-americanos enfrentariam momentos difíceis a partir desse novo cenário político.

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As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tensão após a confirmação, feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças norte-americanas realizaram uma operação militar de grande porte na Venezuela.

Segundo o governo americano, a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, durante a madrugada. A informação provocou reações imediatas tanto dentro quanto fora do país sul-americano. Autoridades dos Estados Unidos reforçaram que Maduro deverá responder a acusações graves na Justiça americana.

A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que o líder venezuelano será submetido aos tribunais do país, onde enfrenta processos relacionados a crimes como conspiração ligada ao tráfico internacional de drogas e posse ilegal de armamentos.

As declarações reforçaram o discurso adotado por Washington de que a operação teria respaldo legal e objetivos específicos. Do lado venezuelano, a resposta foi imediata.

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O governo solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, alegando que a ofensiva norte-americana violou princípios do direito internacional.

O pedido foi formalizado pelo ministro das Relações Exteriores, Yván Gil Pinto, que classificou a ação como unilateral e sem justificativa, apontando que ataques atingiram áreas civis e militares em diferentes regiões do país.

O episódio amplia o clima de instabilidade política na América Latina e reacende debates sobre soberania, ingerência externa e os impactos regionais de decisões tomadas por grandes potências.

Enquanto isso, declarações de lideranças políticas continuam alimentando tensões e dividindo opiniões no cenário internacional.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.