A sobrevivência de Lázaro Tessmann no acidente envolvendo um ônibus e um caminhão na BR-116, em Pelotas, foi descrita por ele como resultado da sorte. Sentado nos fundos do veículo no momento da colisão, o caminhoneiro relatou que tudo aconteceu muito rápido.
Segundo seu relato, o ônibus freou bruscamente, quase tombou, e imediatamente foi tomado por uma grande quantidade de areia, o que causou desorientação entre os passageiros.
Ele quebrou a janela com os pés e conseguiu escapar antes de entender plenamente o que havia ocorrido. Ao olhar para trás, viu o cenário de destruição causado pela carga de areia despejada pela caçamba do caminhão que atingiu o coletivo.
Tessmann explicou que a areia invadiu principalmente a parte dianteira do ônibus, soterrando os passageiros das poltronas da frente. Ele expressou consternação pelas vidas perdidas e gratidão por ter conseguido sair com vida.
“Aquela areia toda da caçamba veio parar dentro do ônibus. Foi aí que soterrou grande parte do pessoal que estava nas primeiras poltronas. Quem estava lá não teve o que fazer. Sinto muito pelos familiares e agradeço a Deus por ter sobrevivido”, diz.
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As equipes de resgate trabalharam intensamente por mais de cinco horas até retirar todos os sobreviventes. O último foi resgatado às 16h38 da sexta-feira, após um esforço conjunto entre Corpo de Bombeiros, Samu, Ecovias e Polícia Rodoviária Federal.
O acidente ocorreu por volta das 11h20 no km 491 da rodovia, sentido Camaquã. Segundo a concessionária da via, o caminhoneiro desviou para a contramão ao ser surpreendido por um congestionamento e colidiu de frente com o ônibus intermunicipal que seguia viagem com destino a São Lourenço do Sul.
Com o impacto, parte da carga de areia invadiu o interior do coletivo, agravando ainda mais a situação. Ao todo, 11 pessoas morreram no local, todas ocupantes do ônibus, incluindo o motorista. Dez passageiros foram resgatados com vida, mas o estado de saúde deles não foi detalhado.
O condutor do caminhão sofreu ferimentos leves, passou por atendimento no Hospital de Pronto-Socorro de Pelotas e testou negativo para consumo de álcool.
O acidente gerou grande comoção e reacendeu a discussão sobre segurança nas rodovias da região, principalmente em trechos com alto fluxo de veículos pesados e onde a imprudência pode gerar consequências irreversíveis.
