Pelas redes sociais, a jornalista Rachel Sheherazade se manifestou sobre a enorme repercussão sobre a estreia de Virgínia Fonseca como Rainha de Bateria da Grande Rio, no Carnaval do Rio de Janeiro.
A estreia acontece na noite desta terça-feira (17/02) e tem sido um dos assuntos mais repercutidos do país. No entanto, foi um editorial da revista Veja que acabou gerando revolta popular, mas não apenas.
Sheherazade foi uma das pessoas que se manifestou publicamente sobre a publicação. Na publicação, o atual presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro afirmou que “não há mulher tão relevante no Brasil como Virgínia”.
Em um vídeo, Rachel teceu críticas a repercussão que Virgínia tem recebido nas redes sociais, mas também na imprensa. Rachel criticou a maneira como a imprensa tem sido capaz de formar opinião, ditando o que deve receber atenção ou não.
“Quando uma revista divulga que a mulher mais relevante do país é uma influenciadora de jogos de azar, ela rebaixa todas as mulheres brasileiras. Ela apaga toda a contribuição feminina no pensamento, nas artes, na literatura, no esporte, na política, nas ciências”, criticou a jornalista.
❗️OPINIÃO
Virgínia Fonseca e a irrelevância feminina na mídia.#rachelsheherazade#virginiafonseca#revistaveja#tatianasampaio#cientista pic.twitter.com/a3HowTvFwR— Rachel Sheherazade (@RachelSherazade) February 16, 2026
Em meio a sua reflexão, Rachel destacou o trabalho da cientista brasileira Tatiana Sampaio. Ao longo dos últimos meses, a cientista tem chamado a atenção por ter devolvido os movimentos à pessoas tetraplégicas.
Rachel reforçou que a atenção da mídia sobre o caso Virgínia não tem contribuído para a imagem das mulheres sobre si mesmas. “Pra mídia brasileira, ela [cientista] é irrelevante”, afirmou a jornalista.
A falta de divulgação sobre os feitos históricos da cientista tem gerado incomodo público geral também, especialmente nas rede sociais onde a história tem ganhado repercussão a partir de páginas de menor alcance, levando a críticas contra a grande imprensa.
