A morte do médico Miguel Abdallah Neto, tio de Suzane von Richthofen, gerou novos debates sobre direito a herança no país. Miguel era irmão da mãe de Suzane, que ainda cumpre pena pelo homicídio dos pais.
Na época, o caso levou a uma atualização na legislação brasileira, para impedir que filhos condenados por crimes contra os pais pudessem ter acesso a herança. Agora, mais uma vez, o problema esta posto.
Miguel não tinha filhos e nem esposa, ou seja, não tinha herdeiros diretos. O médico, que faleceu já idoso, também não deixou nenhum testamento apontando quais eram seus desejos em relação ao patrimônio construído em vida.
Como consequência, a lei prevê que os parentes mais próximos tenham acesso a herança. Neste caso, os irmãos Suzane e Andreas eram os únicos sobrinhos de Miguel e teriam direito a herança.
De acordo com informações trazidas pelo portal ig, Andreas já teria sinalizado que não pretende ter parte na partilha de bens. Suzane, por sua vez, tem brigado na Justiça para acessar a herança deixada pelo tio.
Silvia Magnani, prima de Miguel, tem questionado a situação na Justiça. Além de prima do médico, ela afirma também que manteve uma relação estável com Miguel por cerca de uma década.
Outro ponto que chama a atenção é que Miguel foi um dos principais responsáveis por impedir que Suzane tivesse acesso ao patrimônio construído pelos pais – que foram mortos em 2001. Andreas herdou o patrimônio exclusivamente.
O caso gerou debates públicos e levou o deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil) a apresentar um projeto de lei que atualiza o artigo 1.814 do Código Civil, aumentando as hipóteses de indignidade sucessória para parentes de até terceiro grau. Neste caso, Suzane seria impedida de herdar o patrimônio do tio.
