Hábito noturno comum está colocando o coração das mulheres em perigo real

Pesquisa foi realizada com mais de 300 mil pessoas

ANÚNCIOS

Alguns hábitos parecem inofensivos no dia a dia, como adiar a hora de dormir para terminar uma série, trabalhar melhor no silêncio da noite ou simplesmente trocar o sono por mais algumas horas acordado.

No entanto, rotinas comuns como essas podem ter efeitos negativos importantes sobre a saúde ao longo do tempo. Pesquisas recentes mostram que dormir tarde com frequência não afeta apenas a disposição no dia seguinte, mas pode trazer consequências diretas para o coração e a circulação, especialmente entre as mulheres.

Um estudo internacional que acompanhou mais de 300 mil adultos por cerca de 14 anos identificou uma relação clara entre o hábito de dormir tarde e piores indicadores de saúde cardiovascular.

ANÚNCIOS

Os pesquisadores observaram que pessoas com perfil mais noturno, aquelas que se sentem mais produtivas à noite e costumam dormir e acordar mais tarde, apresentaram maior propensão a desenvolver problemas como infarto e AVC quando comparadas às pessoas com horários de sono mais equilibrados.

Quando os dados foram separados por gênero, um ponto chamou ainda mais atenção: o impacto negativo foi mais evidente entre as mulheres. Entre elas, o padrão de dormir tarde esteve associado a uma saúde cardíaca ainda mais comprometida do que entre os homens com o mesmo hábito.

ANÚNCIOS

Especialistas apontam que fatores hormonais e metabólicos podem tornar o organismo feminino mais sensível a alterações no relógio biológico. Os pesquisadores explicam que o problema não está apenas no horário de dormir, mas no chamado desalinhamento circadiano.

Isso acontece quando o ritmo interno do corpo entra em conflito com o ciclo natural de luz e escuridão e com as exigências da rotina social. Esse descompasso favorece comportamentos pouco saudáveis, como sono irregular, alimentação desequilibrada, maior consumo de cigarro e menor prática de exercícios.

Apesar do alerta, os especialistas reforçam que ter preferência por horários noturnos não determina, por si só, problemas no coração. Ajustes na rotina, atenção à qualidade do sono e adoção de hábitos saudáveis podem reduzir significativamente os riscos, mesmo para quem não abre mão de ficar acordado até mais tarde.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira